Zumbido no ouvido: o que pode ser? Conheça as principais causas e quando procurar tratamento
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Você começou a ouvir um chiado, um apito, um assobio ou um som semelhante a uma panela de pressão dentro do ouvido? Se esse som não vem do ambiente e apenas você consegue percebê-lo, é possível que esteja apresentando um zumbido no ouvido.
O zumbido é uma das queixas mais frequentes nos consultórios especializados em audição. Apesar de muitas pessoas acreditarem que ele faz parte do envelhecimento ou que "não tem tratamento", a ciência já demonstrou que o zumbido pode estar relacionado a diversas condições de saúde e que, em muitos casos, existem tratamentos capazes de reduzir significativamente seu impacto na qualidade de vida.
O primeiro passo é entender que o zumbido não é uma doença.
O zumbido é um sintoma
Assim como a febre ou a dor são sinais de que algo não está funcionando como deveria no organismo, o zumbido também é um sintoma. Ele indica que existe algum fator interferindo no funcionamento do sistema auditivo ou de outras estruturas relacionadas ao processamento dos sons.
Atualmente, a literatura científica descreve mais de 200 condições que podem estar associadas ao aparecimento ou agravamento do zumbido.
Por isso, não existe um único tratamento que funcione para todas as pessoas. Antes de iniciar qualquer terapia, é fundamental identificar quais fatores estão envolvidos em cada caso.
Principais causas do zumbido e como elas podem se manifestar:
Perda auditiva
A perda auditiva é uma das causas mais frequentes de zumbido. Quando o cérebro deixa de receber determinadas informações sonoras, ele pode aumentar a atividade das vias auditivas como uma forma de compensação, favorecendo a percepção do zumbido.
Além do zumbido, é comum perceber:
dificuldade para entender conversas, principalmente em ambientes ruidosos;
necessidade de aumentar o volume da televisão;
sensação de que as pessoas estão falando baixo ou "para dentro";
esforço para acompanhar reuniões ou conversas em grupo.
Exposição ao ruído
Quem trabalha em ambientes barulhentos ou costuma ouvir música em volume elevado pode desenvolver alterações nas células responsáveis pela audição.
Alguns sinais incluem:
zumbido após shows, festas ou uso de fones de ouvido;
sensação de ouvido tampado;
sensibilidade a sons intensos;
dificuldade para compreender a fala.
Estresse, ansiedade e sobrecarga emocional
O cérebro e o sistema auditivo estão intimamente conectados. Situações de estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional podem aumentar a percepção do zumbido e fazer com que ele pareça mais intenso.
É comum que essas pessoas relatem:
dificuldade para relaxar;
preocupação constante com o zumbido;
sensação de que o som aumenta nos momentos de tensão;
dificuldade para dormir;
irritabilidade e dificuldade de concentração.
Em muitos casos, o próprio zumbido também aumenta a ansiedade, criando um ciclo em que um problema intensifica o outro.
Alterações do sono
Dormir mal interfere diretamente no funcionamento do cérebro e pode aumentar a percepção do zumbido.
Quem apresenta alterações do sono pode perceber:
piora do zumbido após noites mal dormidas;
cansaço constante;
dificuldade de concentração;
sensação de que o cérebro "não descansa";
maior irritabilidade ao longo do dia.
Alterações musculares e do sistema somatossensorial
Nem todo zumbido tem origem exclusivamente no ouvido. Alterações na musculatura da mandíbula, da face, do pescoço e até dos ombros podem influenciar a forma como o cérebro percebe o zumbido.
Isso acontece porque essas regiões possuem conexões com áreas do sistema nervoso responsáveis pelo processamento dos sons. Quando há tensão muscular, pontos de dor, alterações posturais ou outras disfunções musculoesqueléticas, essas informações podem modificar a atividade das vias auditivas.
Algumas pessoas percebem que o zumbido muda de intensidade ou de tom quando:
apertam os dentes;
mastigam;
bocejam;
movimentam a mandíbula;
viram ou inclinam a cabeça;
movimentam o pescoço;
pressionam determinadas regiões da face ou da musculatura cervical.
Além do zumbido, também podem estar presentes:
dores na mandíbula;
estalos ao abrir ou fechar a boca;
dor ou rigidez no pescoço;
dores de cabeça frequentes;
dor na face;
tensão nos ombros;
sensação de músculos constantemente contraídos.
Algumas doenças e condições de saúde
Em algumas pessoas, o zumbido também pode estar associado a alterações da circulação, doenças metabólicas, alterações hormonais, doenças do ouvido interno, enxaqueca, uso de determinados medicamentos ou outras condições clínicas.
Por isso, durante a avaliação, é importante considerar o histórico de saúde, os medicamentos utilizados e outros sintomas que possam estar relacionados.
É comum existir mais de uma causa ao mesmo tempo
Na prática clínica, é raro encontrar um paciente cujo zumbido tenha apenas uma única causa.
É muito comum que diferentes fatores estejam associados, como:
perda auditiva e alterações do sono;
perda auditiva e ansiedade;
tensão muscular e estresse;
exposição ao ruído e alterações cervicais.
Por esse motivo, copiar o tratamento de outra pessoa ou buscar uma única solução dificilmente traz os melhores resultados.
O tratamento depende da causa
Hoje sabemos que não existe um tratamento único para o zumbido.
O tratamento moderno começa por uma avaliação detalhada para identificar quais fatores estão contribuindo para o sintoma em cada paciente. A partir dessas informações, é elaborado um plano terapêutico individualizado, baseado nas evidências científicas e nas necessidades de cada pessoa.
Quando procurar um especialista em zumbido?
Se o zumbido persiste por dias ou semanas, interfere no sono, dificulta a concentração, causa sofrimento ou vem acompanhado de perda auditiva, tontura ou outros sintomas, é importante procurar um profissional que tenha atuação específica no atendimento de pessoas com zumbido.
Como esse é um sintoma complexo e com múltiplas causas, a experiência do profissional faz diferença tanto na investigação quanto na definição do tratamento mais adequado.
Conclusão
O zumbido no ouvido pode ter diversas causas e, por isso, cada pessoa precisa ser avaliada de forma individual. O objetivo da avaliação não é apenas identificar a presença do zumbido, mas compreender por que ele está acontecendo e quais fatores estão mantendo esse sintoma.
Na Clínica Arisem, o tratamento começa com uma avaliação ampla e individualizada. Investigamos não apenas a audição, mas também os diferentes fatores que podem influenciar o zumbido, permitindo elaborar um plano terapêutico personalizado, baseado nas evidências científicas mais atuais.
Se você respondeu "sim" para uma ou mais das situações descritas, vale a pena procurar uma avaliação especializada:




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